Bebê de cinco dias é resgatado em Altamira; três suspeitos são presos por tráfico de pessoas

Na manhã desta terça‑feira (15), a Polícia Civil de Altamira, no sudoeste do Pará, conseguiu salvar um recém‑nascido de apenas cinco dias de vida e, simultaneamente, prender três pessoas acusadas de tráfico de crianças para adoção fraudulenta.
Resgate e prisão: os primeiros passos da operação
A ação policial foi coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca). Após localizar um dos suspeitos que havia mantido contato com a mãe da criança, os agentes encontraram o bebê junto a duas mulheres e um homem, todos detidos em flagrante.
Investigação sob sigilo: o esquema de adoção ilícita
Segundo a delegada Lêda Salgado, responsável pelo caso, a investigação aponta para um esquema de tráfico de pessoas que utiliza documentos falsos para efetuar adoções ilegais, exigindo valores elevados como condição para a entrega da criança.
A mãe da criança: documentos falsos e tentativa de extorsão
A gestante compareceu ao Hospital Geral de Altamira em 9 de setembro, apresentando a identidade de outra mulher para registrar o parto. Recebeu alta dois dias depois e, de acordo com o inquérito, entregou o recém‑nascido aos suspeitos. Posteriormente, ao tentar reaver o filho, foi informada de que deveria pagar R$ 200 mil para recuperá‑lo.
A mulher da Bahia e a tentativa de registro civil
Entre os detidos estava uma mulher que teria viajado da Bahia até Altamira com o objetivo de ficar com o bebê. Ela chegou a tentar registrar a criança em um cartório local, mas não conseguiu concluir o procedimento.
Desdobramentos judiciais e situação atual do bebê
Os três acusados foram encaminhados à Seccional Urbana de Altamira e compareceram a audiência de custódia nesta terça‑feira. A mãe prestou depoimento, foi liberada e responderá pelos crimes investigados. O recém‑nascido foi entregue a dois conselheiros tutelares, encaminhado a um espaço de acolhimento e encontra‑se com boa saúde. A decisão sobre a guarda definitiva ficará a cargo da Justiça, que aguardará o encerramento das investigações.
O caso evidencia a necessidade de reforçar mecanismos de proteção à infância e de intensificar o combate ao tráfico de pessoas, sobretudo em regiões onde a vulnerabilidade social facilita a prática de fraudes envolvendo adoção.








