MP denuncia Osmar Stábile do Corinthians por apropriação de R$ 720 mil

Ministério Público de São Paulo acusa presidente do Corinthians de usar recursos do clube para contratar empresa de segurança privada irregular, gerando prejuízo de mais de R$ 720 mil
O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Osmar Stábile, presidente do Corinthians, acusando-o de apropriação indébita ao utilizar recursos do clube para pagar a empresa Bear Security, especializada em segurança privada.
Conforme a denúncia, entre julho de 2025 e agosto de 2026 foram realizados quinze pagamentos à Bear Security, variando de R$ 33 mil a R$ 65 mil, totalizando prejuízo estimado em R$ 721.194,66 aos cofres corintianos.
O promotor Cassio Conserino solicitou ao juiz a aplicação de diversas medidas cautelares, entre elas o afastamento de Stábile do cargo, a proibição de acesso às dependências do clube e restrição de viagens sem autorização judicial.
Detalhes da contratação
A Bear Security, fundada em janeiro de 2025, teria sido contratada sem autorização da Polícia Federal, emitindo notas fiscais exclusivas para o Corinthians. A empresa registrou apenas serviços prestados ao clube, no valor de R$ 586.987,65, segundo reportagem do Sport Insider.
Posicionamento do Corinthians
O clube afirmou que a contratação seguiu os trâmites internos e passou pelo sistema de compliance, alegando que Stábile solicitou a empresa por confiança nos profissionais.
Medidas cautelares e providências
Além do afastamento, o MP requereu bloqueio de bens do dirigente, reparação por danos morais e materiais ao clube, e encaminhamento do caso à comissão de ética corintiana.
Histórico da Bear Security
Sediada no bairro do Realengo, Rio de Janeiro, a empresa conta com dois ex‑policiais militares que já trabalharam para Stábile e familiares. Em outubro de 2024, os mesmos viajaram ao Nordeste com Stábile, então vice‑presidente, para um casamento.








