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EDITORIAL

Clubes e federações pedem reunião com Lula sobre MP que limita bets

Clubes e federações de futebol buscaram um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a medida provisória (MP) que pode restringir parte das atividades das bets no país, argumentando que a proposta pode enfraquecer as empresas do setor e, consequentemente, diminuir os investimentos em patrocínio no futebol.

Proposta de restrição

O texto em avaliação prevê a proibição da operação de jogos de cassino on‑line, atividade que responde por uma parcela relevante do faturamento das casas de apostas. Embora as apostas esportivas não estejam diretamente contempladas, os dirigentes alertam que a diminuição de receitas das operadoras pode impactar os contratos de patrocínio firmados com os clubes.

Importância das apostas para o futebol

Nos últimos anos, as bets tornaram‑se uma das principais fontes de patrocínio do futebol brasileiro, abrangendo desde equipes de elite até clubes de divisões de acesso e competições com menor visibilidade. Em manifesto divulgado na semana passada, os clubes e federações defenderam a manutenção do mercado regulado, destacando que os recursos das empresas autorizadas pelo governo são fundamentais para a sustentabilidade financeira do esporte.

Reação do público nas redes

A iniciativa encontrou forte resistência nas redes sociais. Um levantamento da consultoria Bites, solicitado pelo jornal O Globo, analisou publicações de seis clubes — Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco — e constatou que a maioria dos comentários se opunha às apostas. No Vasco, mais de 90 % das mensagens eram contrárias; no Flamengo, o índice chegou a 86 %; e nos clubes paulistas, a taxa de rejeição foi de 85 %.

Cenário político e prazo

O presidente Lula tem defendido medidas para combater problemas associados às apostas, como o endividamento e o vício, ao mesmo tempo em que os representantes do futebol ressaltam a importância das receitas geradas pelo mercado regulado. A decisão final sobre a MP deve ser tomada após o retorno de Lula de Nova York, onde participou da Assembleia Geral da ONU. Até o momento, o texto ainda não foi publicado.