Vice‑presidente do Vila Nova critica restrição às bets e culpa Bolsa Família

Logo após a vitória do Vila Nova sobre o América‑MG na sexta‑feira (18), o vice‑presidente financeiro do clube, Hugo Jorge Bravo, manifestou forte oposição à possibilidade de novas restrições às casas de apostas no país.
Crítica ao projeto de restrição
Bravo classificou a iniciativa como “medida eleitoreira” e defendeu a tributação do setor como forma de mitigar eventuais impactos sociais. “Precisa ter taxação mesmo, para reparar um pouco do dano social que causa. Se eu falar para você que não causa dano social, não é verdade”, afirmou.
Bolsa Família no centro da discussão
O dirigente ainda apontou que os problemas do país não deveriam ser atribuídos às apostas, mas sim ao Bolsa Família. “O país está fudido por outros fatores e querem colocar na conta da bet. O problema se chama Bolsa Família, que escravizou o preguiçoso. Tem estado do país que tem mais Bolsa Família do que CLT registrada”, declarou.
Risco de expansão do mercado ilegal
Segundo Bravo, endurecer as regras pode abrir espaço para o jogo ilegal, favorecendo plataformas não regulamentadas. “Você vai abrir espaço para o jogo ilegal, para as plataformas ilegais”, alertou.
Impacto financeiro para o clube
O dirigente estimou que as receitas provenientes das casas de apostas representam cerca de 20 % da arrecadação anual do Vila Nova. Uma eventual perda desse fluxo poderia reduzir em torno de um quinto o orçamento do clube.
Contexto nacional
A discussão ocorre enquanto o Governo Federal avalia a adoção de medidas mais rígidas para o setor de apostas on‑line. Clubes e entidades esportivas defendem a manutenção de um mercado regulamentado, ressaltando a importância dos recursos provenientes de patrocínios e contratos comerciais.
Perfil do dirigente
Hugo Jorge Bravo é tenente‑coronel da Polícia Militar de Goiás, tendo assumido o comando da ROTAM em 28 de agosto, substituindo o coronel Brayan Stive. Ele presidiu o Vila Nova de 2019 a 2025 e, após deixar a presidência, permaneceu na diretoria como vice‑presidente financeiro. Na corporação, ingressou em 2010 e passou por unidades especializadas, como o Comando de Operações de Divisas (COD).








