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EDITORIAL

Polícia

Auditor Charles Alcântara questiona indicação externa para SEFA na transição

O auditor fiscal Charles Alcântara, com 33 anos de carreira e histórico de liderança sindical na Fenafisco e no Sindifisco‑PA, publicou nesta semana uma carta aberta que coloca em debate a escolha do futuro titular da Secretaria de Fazenda (SEFA) do Pará, mesmo antes da posse do governo eleito. Carta aberta e críticas ao processo […]

Daniel Santos é cobrado por nomeações que valorizem servidores públicos com experiência no f...

O auditor fiscal Charles Alcântara, com 33 anos de carreira e histórico de liderança sindical na Fenafisco e no Sindifisco‑PA, publicou nesta semana uma carta aberta que coloca em debate a escolha do futuro titular da Secretaria de Fazenda (SEFA) do Pará, mesmo antes da posse do governo eleito.

Carta aberta e críticas ao processo de escolha

Na manifestação, Alcântara reconhece que o governador eleito tem a prerrogativa de selecionar livremente seus auxiliares. Contudo, ele destaca que a SEFA já conta com auditores e fiscais experientes, profundamente familiarizados com a realidade tributária paraense, e pergunta: por que buscar novamente fora o que já existe dentro da própria instituição?

Histórico de indicações externas na Fazenda paraense

O questionamento não se restringe à origem geográfica do próximo secretário. Em 2019, a Fazenda do Pará passou a ser liderada por um técnico oriundo de Minas Gerais, nome cuja nomeação foi associada, na época, a interlocutores da equipe econômica do governo do ex‑presidente Michel Temer e ao grupo do ex‑ministro Henrique Meirelles. Quase oito anos depois, a possibilidade de nova indicação externa volta ao centro da discussão.

Especulações sobre influências da atual administração

Fontes apontam que nomes sugeridos à transição poderiam manter vínculos profissionais com o grupo que hoje dirige a secretaria, embora nada tenha sido confirmado oficialmente. Também circulam versões sobre a participação de consultores e técnicos ligados à gestão atual nos trabalhos preparatórios do novo governo. A presença de especialistas, por si só, não implica irregularidade; a questão que se coloca é quem os indicou, a quem respondem e qual será a extensão de sua influência nas decisões futuras.

Impactos na gestão e na carreira dos servidores

Nos corredores da Fazenda, a discussão ultrapassa os resultados de arrecadação e abrange métodos de gestão, relacionamento com os servidores e a participação das carreiras nas decisões estratégicas. A eventual indicação de um dirigente externo reabre o debate sobre os critérios que orientarão a escolha: experiência em outras administrações versus conhecimento da realidade paraense acumulado pelos servidores da própria SEFA.

Transparência e critérios para a escolha do secretário

A decisão final cabe ao governador eleito, mas o que se discute são os parâmetros que deverão nortear a nomeação, a valorização dos quadros internos e a garantia de autonomia técnica. A continuidade de profissionais da atual cúpula, seja por meio de cargos formais ou consultorias, ainda não foi confirmada, o que alimenta dúvidas sobre a real extensão da mudança administrativa prevista para 2027.

A carta de Charles Alcântara trouxe à tona uma questão concreta na fase de transição: a sociedade precisa conhecer quem participará da formulação de políticas fiscais e quais critérios serão adotados para garantir que a escolha do secretário reflita tanto competência técnica quanto respeito pelos servidores que sustentam a administração tributária do Estado.

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