A melissa, também chamada de Melissa officinalis ou erva-cidreira verdadeira, é usada há séculos por suas propriedades calmantes e terapêuticas. No Brasil, a planta está listada no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, da Anvisa, o que reforça seu uso tradicional em chás e preparos.

Consumir chá de melissa é uma opção natural para quem busca reduzir o estresse, melhorar o sono e aliviar desconfortos digestivos. Compostos como citral, linalol e ácido rosmarínico atuam no sistema nervoso e têm efeito antioxidante.

As informações reunidas para este texto citam, entre outras referências, o Anexo I da RDC Anvisa N° 10, de 9 de março de 2010, o artigo “Medicinal Benefits of Lemon Balm (Melissa officinalis) for Human Health”, e dados de saúde pública, como alertas da Sociedade Brasileira de Cardiologia e registros do DataSUS.

Redução do estresse, alívio da ansiedade e melhora do sono

O chá de melissa é reconhecido por efeitos calmantes, devido ao citral e ao linalol, que modulam neurotransmissores como o GABA, reduzindo atividade cerebral excessiva. Por isso, a infusão pode ser usada como calmante suave e em quadros leves de ansiedade e insônia, conforme o Anexo I da RDC Anvisa N° 10, de 9 de março de 2010, citado nas referências.

Para pessoas com dificuldades para relaxar à noite, uma xícara morna antes de dormir pode ajudar a reduzir agitação mental. A ação é descrita como suave, por isso o chá de melissa costuma ser combinado com outras plantas calmantes, como camomila.

Digestão, cólicas e propriedades antiespasmódicas

Tradicionalmente usada para melhorar a digestão, a melissa alivia gases, inchaço e cólicas graças a propriedades antiespasmódicas que relaxam o trato gastrointestinal. A própria Anvisa, no Anexo I da RDC Anvisa N° 10, de 9 de março de 2010, ressalta que a infusão pode ser utilizada em casos de cólicas abdominais.

Além do consumo, compressas ou aplicações tópicas com infusão podem acalmar áreas inflamadas, contribuindo para o conforto em quadros localizados de dor.

Ação anti-inflamatória, analgesia e cuidado da pele

Estudos indicam que o óleo essencial e compostos da planta têm atividade anti-inflamatória e analgésica, úteis em dores de cabeça, cólicas menstruais e desconfortos musculares. O artigo “Medicinal Benefits of Lemon Balm (Melissa officinalis) for Human Health” apresenta evidências sobre essas ações, traduzidas para aplicação clínica e popular.

Topicamente, o chá de melissa pode reduzir irritações e vermelhidões, sendo usado em compressas para acelerar a regeneração celular e melhorar a aparência da pele, especialmente quando a sensibilidade tem componente inflamatório.

Imunidade, colesterol e impacto na saúde cardiovascular

O consumo regular de chá de melissa aporta antioxidantes que protegem células contra radicais livres, auxiliando no fortalecimento do sistema imunológico. Essas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias também contribuem para a proteção dos vasos sanguíneos.

Pesquisas e revisões indicam também um efeito na redução do colesterol LDL, o chamado colesterol ruim, graças à ação combinada de compostos bioativos da planta. No Brasil, vale lembrar que “No Brasil, cerca de 4 em cada 10 adultos apresentam níveis alterados de colesterol, segundo alerta da Sociedade Brasileira de Cardiologia“, informação relevante porque níveis elevados de LDL aumentam risco de eventos cardiovasculares. Em termos de impacto, foram registradas “20.184 brasileiros em todo o país apenas no primeiro semestre de 2025, conforme registro do DataSUS, do Ministério da Saúde“.

Antes de usar o chá de melissa como complemento para condições crônicas, é importante consultar um profissional de saúde, especialmente para quem já faz uso de medicamentos, gestantes ou pessoas com doenças crônicas.

Em resumo, o chá de melissa reúne benefícios que vão do relaxamento à proteção cardiovascular, com respaldo em registros regulatórios e estudos científicos, sendo uma alternativa natural para integrar hábitos de autocuidado com orientação adequada.

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